terça-feira, 31 de março de 2015

Estante da Traça #2 - Março 2015

Março 2015 - O que a Traça comprou





Cidades de papel
John Green
304 páginas
Editorial Presença




A verdade sobre a tragédia dos Romanov
Marc Ferro
173 páginas
Texto & Grafia




Harry Potter e a Pedra Filosofal
J.K. Rowling
260 páginas
Editorial Presença



Ontem foi Verão
Alistair Mair
359 páginas
Círculo de Leituras










Boas Compras

Traça

sexta-feira, 20 de março de 2015

Sprint da Traça #2 - Domingo 22 de Março

No próximo dia 22 de Março de 2015 realiza-se o segundo Sprint da Traça.
Durante todo o domingo vou tentar ler os livros que vos vou apresentar. O primeiro Sprint não foi completado e por isso faço minha missão acabar este com honra!

Das 9H da manhã às 23H da noite eu vou ler/acabar estes livros:

                                                                                                                                                                   

Harry Potter e a Pedra Filosofal
J.K. Rowling
260 páginas
Editorial Presença





O Caso Jane Eyre
Jasper Fforde
392 páginas
Guerra e Paz




Para terminar                                                                                                                                          


Senhora Vingança
Fernando Ribeiro
150 páginas
Gailivro









Boa Corrida

Traça

quarta-feira, 18 de março de 2015

Dieta da Traça # 4

Título: Eleanor & Park
Autor: Rainbow Rowell
Nº de páginas: 335
Editora: Chá das Cinco

Ele deixara de tentar trazê-la de volta.
Ela só voltava quando lhe apetecia, em sonhos e mentiras e déjà-vus desfeitos.
Tipo, ia ele a conduzir para o trabalho, e via uma rapariga com cabelo ruivo numa esquina - e podia jurar, durante metade de um momento sufocante, que era ela.


     
          Uma história de amor.
       Os erros, os medos, as aventuras e descobertas de dois adolescentes que descobrem como, de um momento para o outro, a vida muda interior e exteriormente, e deixam de poder controlar  o que lhes acontece à volta, nos seus corpos e nas suas famílias. Cada um vê a sua vida dar uma volta depois de se conhecerem, e esta, nunca mais volta a ser a mesma.
       Numa jornada romântica (re)descobrimo-nos e vivemos até à ponta dos dedos toda a vivência deste casal. Lembramo-nos como, na adolescência, sentimos tudo no volume máximo: as sensações, os sentimentos, as emoções, o mundo. Os sentimentos estão ao rubro e são poucos aqueles que dão importância a esses extremos emocionais. Mas, na realidade, eles sentem, nós sentimos realmente tudo. Essas sensações são verdadeiras, não são é controladas e pensadas com clareza. Não existe clareza.
       Com a perspectiva de ambos, ficamos a conhecer as mentes de um rapaz e de uma rapariga, e conseguimos dar menos importância aos complexos e mesquinhices de quando somos mais novos. No entanto damos mais valor ao que passámos e às coisas sentidas e vividas dessa altura.
       Com um final exasperante, percebemos que, na realidade, não foram só eles a sentir toda aquela aventura, mas nós também. Também partilhámos de todas as emoções, desgostos, pensamentos.


Bom Apetite

Traça

quarta-feira, 11 de março de 2015

Dieta da Traça #3


Título: Romeu e Julieta
Editora: Relógio D'Água
Nº de páginas: 192
Autor: William Shakespeare


CORO
Duas famílias, iguais em distinção,
Na bela Verona onde dispomos a cena,
Fazem motim novo de velha altercação
E o sangue civil torna a civil mão obscena.
Gerado nas fatais entranhas dos rivais
Perde a vida um par de desditos amantes
Que nos azares de um destino comovente
Em sua morte enterram a briga dos pais.
O funesto curso deste amor condenado
E o furor continuado daqueles pais
Só pela morte dos filhos saciado
Estas duas horas neste palco vereis.
Quem de ouvidos pacientes atentar,
Verá que tudo faremos para agradar.




       
       Um clássico que todos conhecem o nome, o autor, o final, mas será que conhecem a história, as suas personagens, as suas personalidades? Romeu e Julieta já foi contado milhões e milhões de vezes e a história realmente não muda, no entanto ler este clássico inglês cria empatia por personagens que não julgaríamos compreender e identificar, elimina preconceitos e julgamentos pré concebidos.
       Uma história de amor e ódio que deu origem a tudo o que temos agora: histórias, livros, filmes, peças de teatro,etc.
       Relembramos, com esta peça que talvez os nossos problemas e desavenças não valem assim tanto sacrifício e talvez só sirvam de desculpa para os conflitos que arranjamos.



Bom Apetite

Traça

quarta-feira, 4 de março de 2015

Dieta da Traça #2


Título: Neve de Primavera
Editora: Editorial Presença
Nº de páginas: 305
Autor: Yukio Mishima
Quando a conversa no colégio  versou a Guerra Russo-Japonesa, Quioáqui Matsugae perguntou ao seu melhor amigo, Xiguecuni Honda, se se lembrava bem dela. As memórias de Xiguecuni eram também vagas - apenas recordava ter sido levado uma vez ao portão da frente para ver uma marcha de lanternas . No ano em que a guerra acabara tinham os dois onze anos, e parecia a Quioáqui que deviam ser capazes de a recordar com um pouco mais de nitidez. Os seus colegas, que falavam da guerra com tanta sabedoria, limitavam-se quase sempre a embelezar recordações enevoadas com pedaços de memórias ouvidos a adultos.

Este é o primeiro parágrafo do livro de Yukio Mishima escrito em 1969. Neve de Primavera é o primeiro livro de uma tetralogia O Mar da Fertilidade " cujas páginas finais Mishima entregou ao seu editor em 25 de Novembro de 1970, no próprio dia em que pôs termo à vida, num acto ritual de suicídio que abalou a opinião mundial."


       Tudo se passa depois da Guerra Russo-Japonesa onde, num Japão renovado, um jovem melancólico e que despreza o infantil, que procura o trágico e o limite, ultrapassa todas as barreiras para fazer o que quer, quando quer, não se importando com quem coloca em risco.
       Numa viagem que nos entrega ao detalhe, Neve de Primavera é dissertada com extremo pormenor, ao extremo da descrição. Cada folha, cada peça de roupa é levada ao limite, minuciosamente descritos e comparados sempre e exclusivamente a uma natureza pura, selvagem, não tocada e conspurcada pelo Homem.
       Toda esta aventura é passada com uma sensação de paz, que voamos em nuvens e não sabemos nem como nem porquê. Nesta história com um ponto final bem dado, Mishima envolve-nos numa bolha japonesa em que não queremos sair.
       Uma leitura um pouco estranha em que ficamos perante uma época e um lado do mundo que em muito não se identifica com este, tendo à nossa frente um testemunho da beleza e minúcia japonesa.




Bom Apetite

Traça